11 julho 2009

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS...

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRUPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA BRASILIENSE "COSA NOSTRA".

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.

VALE A PENA TENTAR.

PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA . ..REPASSE ...... NÃO SEJA OMISSO!

18 maio 2009

UM EX-FAXINEIRO NEGRO VENCE PRECONCEITO E QUER “LIMPAR” A IMAGEM DO STF




UM EX-FAXINEIRO NEGRO VENCE PRECONCEITO E QUER “LIMPAR” A IMAGEM DO STF



O "bate-boca" entre o presidente do STF, Gilmar Mendes (dono de uma biografia repleta de denúncias de corrupção) e o ministro Joaquim Barbosa (dono de uma biografia invejável) traz a necessidade de esclarecer quem é quem no Judiciário brasileiro.

Um ex-torneiro mecânico pernambucano indicou um ex-faxineiro mineiro para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula escolheu o doutor da Universidade da Sorbonne e procurador do Ministério Público Federal Joaquim Benedito Barbosa Gomes para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O jovem negro que cuidava da limpeza do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília está prestes a chegar ao topo da carreira da Justiça após quatro décadas de vitórias contra desigualdades sociais e raciais.

A primeira foi em Paracatu, interior de Minas, onde nasceu numa família de sete irmãos, com a mãe dona-de-casa e o pai pedreiro e, mais tarde, dono de uma olaria. Lá, percebeu que só o estudo poderia mudar a sua história. Já aos 10 anos dividia o tempo entre o trabalho na microempresa da família e a escola. O saber era quase uma obsessão.

- Uma das piores lembranças da minha infância foi o ano em que fiquei longe da escola porque a diretora baixou uma norma cobrando mensalidade. No ano seguinte, a exigência caiu e voltei à sala de aula. Estudar era a minha vida e conhecer o mundo o meu sonho. Adorava aprender outras línguas - contou Joaquim Barbosa numa entrevista em agosto de 2002 para o projeto de um vídeo sobre a mobilidade social dos negros no Brasil.

O domínio de línguas estrangeiras foi a engrenagem para mobilidade social de Joaquim Barbosa. Aos 16 anos, deixou a família e a infância em Minas e foi atrás de emprego e educação em Brasília. Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma. A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções. Primeiro como contínuo e, mais tarde, como compositor de máquina off set da gráfica do Correio Brasiliense. A conquista não sairia barato.

- Lembro de uma chefe que me humilhava na frente dos companheiros de trabalho e questionava minha capacidade. No início, foi difícil, mas acabei me estabilizando no emprego e mostrando o quanto era profissional.

A renda aumentou, mas ainda era pouca para ele e a família lá em Minas. Foi trabalhar também no Jornal de Brasília acumulando dois empregos e jornada de 12 horas. Mais tarde, trocou os dois por um. Foi para Gráfica do Senado trabalhar das 23h às 6h da manhã. Depois do trabalho, a Universidade de Brasília. O único aluno negro do curso de direito da UnB tinha que brigar contra o sono e a intolerância.

- Havia um professor que, ao me ver cochilando, me tirava da sala.

Joaquim Barbosa continuava sonhando acordado. Prestou prova para oficial da chancelaria do Itamaraty e passou. Trocou o bem remunerado emprego do Senado por um, que pagava bem menos. Mas o novo trabalho tinha uma vantagem incalculável: poder viajar para a Europa. Durante seis meses, conheceu países como Finlândia e Inglaterra. De volta ao Brasil, prestou concurso para carreira diplomática. Foi aprovado em todas as etapas e ficou na entrevista: a única na qual a cor de sua pele era identificada.

Após esse episódio, a consciência racial de Joaquim Barbosa, que começou a ser desenhada na adolescência, ganhou contornos mais fortes. Ganhou novas cores, quando, já como jurista do Serpro, conheceu o país, especialmente o Nordeste e, em particular, Salvador. Bahia foi uma paixão a primeira vista do mineiro. Foi lá onde Joaquim Barbosa teve um contato maior com o que ele chama de "Negritude".

A percepção de ser minoria entre as elites ficou ainda mais nítida fora do país. O jurista explica que o sentimento de isolamento e solidão é muito forte num "ambiente branco" da Europa. Ser uma exceção aqui e no além mar ficou ainda mais forte após o doutorado na Universidade de Sorbonne. Nessa época já acumulava títulos pouco comuns para maioria das pessoas com a mesma cor de pele: Procurador do Ministério Público e professor universitário. Antes, já tinha passado pela assessoria jurídica do Ministério da Saúde.

O exercício de vencer barreira, de alguma forma, está em sua tese de doutorado, publicada em francês. O doutor explica que o seu objeto de estudo foi o direito público em diferentes países, como os EUA e a França.

- A minha intenção foi ultrapassar limites geográficos, políticos e culturais. Quero um conhecimento que vá além da fronteiras dos países - disse.

"Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite", reagiu Barbosa.



Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, em artigo publicado na Folha de São Paulo, o professor da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari, professor catedrático da UNESCO na cadeira Educação para a paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, declarou:
«Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país»
O empresário Gilmar Mendes carrega em sua biografia a denúncia de que foi favorecido com “incentivo” do poder executivo para fundar, em 1998, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma escola privada que oferece cursos de graduação e pós-graduação em Brasília. Desde 2003, conforme consta das informações do "Portal da Transparência" da Controladoria Geral da União, esse Instituto faturou cerca de R$ 1,6 milhões em convênios com a União. De seus nove colegas no STF, seis são professores desse Instituto, além de outras figuras importantes nos poderes executivo e judiciário (não é à toa que ele contou com tanta “solidariedade” no episódio que envolveu a discussão com o ministro Joaquim Barbosa). O Instituto se localiza em terreno adquirido com 80% de desconto no seu valor graças a um programa do Distrito Federal de incentivo ao desenvolvimento do setor produtivo. O subsecretário do programa, Endels Rego, não sabe explicar como o IDP foi enquadrado no programa. O belíssimo prédio do Instituto foi erguido graças a um empréstimo conseguido junto ao Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil, cuja prioridade de investimento é o meio rural. Entre os seus maiores clientes estão a União, o STJ e o Congresso Nacional.

26 novembro 2006

O AMOR AO DINHEIRO MOVE OS EXECUTIVOS

“Postura empresarial fere os dez mandamentos.” Foi a essa conclusão que o professor de pós-graduação e marketing, Marcelo Peruzzo, chegou, após realizar séria pesquisa com centenas de executivos brasileiros.

Mas, afinal de conta, o que os dez mandamentos cristãos e a administração empresarial têm em comum?

Tudo, na opinião do professor Peruzzo.

Ele fez uma pesquisa junto a executivos brasileiros, para verificar se eles aplicam os mandamentos no dia a dia das empresas. Do total de consultados, 71% disseram acreditar nas regras divinas, mas, contraditoriamente, a maioria não as cumpre.

A pesquisa do professor tem um grau de confiabilidade de 95%. Segundo ele, os empresários que praticam os pecados organizacionais correm o risco de desaparecer do mercado.

"Isso já aconteceu com gente que cobiçou o mercado do próximo, quis crescer muito rápido e quebrou."

O primeiro mandamento – "amar a Deus sobre todas as coisas" – é desrespeitado por pelo menos 54% dos entrevistados, que confessaram colocar o dinheiro acima de todas as coisas, cometendo, assim, o que o especialista chama de primeiro pecado organizacional.

A mentira é prática entre 61% dos entrevistados, que admitem prometer coisas que não cumprem, desrespeitando, segundo a analogia do professor, o mandamento segundo o qual o nome de Deus não deve ser pronunciado em vão.

O período de descanso não é respeitado por 43% dos executivos, que trabalham dia e noite, inclusive nos fins de semana e feriados, relegando tudo em nome da empresa.

O professor Peruzzo também considera que 53% dos entrevistados não respeitam o quarto mandamento – honrar pai e mãe –, porque esquecem a família e os amigos para dedicação total à organização.

A quinta regra divina, que determina que o cristão não deve matar, estaria sendo desrespeitada por 46%.

Esse pecado organizacional pode significar matar o cliente, oferecendo um serviço de péssima qualidade; matar a concorrência, que é importante para impulsionar o próprio crescimento da organização; e matar a sociedade, não assumindo a devida responsabilidade social."

A traição é uma prática comum entre 38% dos entrevistados, que começam a manter relacionamentos com funcionários ou colegas de trabalho, devido ao distanciamento da família e do amor.

Mais da metade dos entrevistados (52%) confessou praticar o sétimo pecado organizacional, equivalente ao "não roubarás": fazer transações comerciais em que não existe uma troca justa, provocando prejuízo para a outra parte.

Um percentual muito expressivo de 64% dos executivos respondeu que forja políticas em benefício próprio, conspirando, fofocando, com inveja e ganância, e não se importa em prejudicar o próximo para obter vantagem.

Esse tipo de atitude joga por terra o oitavo mandamento que estabelece: “não prestarás falso testemunho contra teu próximo”.

27% dos executivos declarou que se utiliza de poder e persuasão para seduzir colegas ou subordinados, contrariando o nono mandamento.

Deixando de lado o décimo mandamento não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo 37% dos executivos admitem como objetivo da empresa apenas o lucro e a conquista de mercado, cobiçando o espaço dos outros concorrentes.

Pense nisso!

Talvez você, como empresário, ache que Deus não tem que se envolver nos negócios dos homens e que seus mandamentos devam ser atendidos apenas pelos religiosos.

No entanto, se considerar que Deus é o verdadeiro dono de tudo e que você é um mero administrador, então tratará de olhar o mundo dos negócios de forma diferente.

Mas se você é cristão, seu compromisso é ainda maior, pois foi o Cristo que afirmou que todos nós, um dia, seremos chamados pelas leis divinas a dar contas da nossa administração.
Pense nisso!


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “Os dez mandamentos de Deus e os pecados organizacionais”, e em matéria publicada no jornal Gazeta do Povo em 20/01/2002, caderno de Economia.

18 outubro 2005

Armas

ARMAS

“A arma é o instrumento da covardia. Quem a tem pretende usa-la. E quando alguém se arma, naturalmente pretende executar algum crime.
A arma do individuo: É o seu valor moral, é o seu valor ético. Muitos indivíduos que talvez tivessem desarmado não pereceriam diante dos bandidos que estão preparados para matar.
É de lamentar que cheguemos ao momento de guardar o nosso patrimônio sob armas, mas isso demonstra o quanto estamos desequipados dos valores éticos! Diante de uma situação calamitosa dizia Gandhi: _ É melhor ser vítima do que algoz.
Jesus deu-nos o exemplo, guardar uma arma é prepara-se para destruir uma vida.
Quando nós não temos qualquer arma e o bandido sabe que não a temos, não tem porque então nos destruir a vida, por que não tem nenhum objeto de temor e normalmente o bandido atira antes porque tem medo que nós atiremos neles.
É a covardia que deflagra o primeiro tiro. Quando nós podemos parlamentar. Quando nós podemos ter uma atitude de paciência, de resignação, de humildade nós superamos a situação catastrófica. Guardar arma é preparar-se para matar ou para ser assassinado. "
Divaldo Pereira Franco

16 setembro 2005

A revolução silenciosa...

Jornal O Povo, 07 de setembro de 2005

A revolução silenciosa

MARCOS VIEIRA, Sociólogo, Assessor do Titular da Secretaria Executiva Regional III (SER III)
Freqüentemente, o trabalho dos gestores de estados e municípios é medido pela quantidade de concreto que se ergue aos olhos da população. Asfalto, prédios e viadutos são apontados como indicadores de uma gestão bem-sucedida. Mesmo que tais obras, muitas vezes, destoem das expectativas e das necessidades dos cidadãos e cidadãs.
Quando me perguntam o que tem feito a administração municipal de Fortaleza nestes primeiros meses de nova gestão, costumo responder que uma revolução silenciosa está em andamento nesta cidade. Silenciosa porque, talvez, não se faça alardear pelo ruído das furadeiras e bate-estacas nos canteiros de obras. Uma revolução que ressoa em cada bairro, consolidando-se na sintonia entre as políticas públicas e os anseios da sociedade.
A palavra-chave é participação. Mais do que um conceito vago, a participação efetiva-se em ações como o Plano Plurianual Participativo, onde a população apontou, em assembléias nos bairros, quais deveriam ser as ações estratégicas da Prefeitura nos próximos anos.
Um passo ainda mais ousado começa a ser dado agora, com o Orçamento Participativo, onde os mais diversos setores da sociedade poderão definir as prioridades para a distribuição dos recursos.
Seguindo o mesmo princípio, ações pontuais como o projeto de urbanização do entorno da Lagoa do Porangabussu, no bairro Rodolfo Teófilo, consubstanciam o conceito de participação. Os moradores do local estão embasando as decisões dos técnicos que desenvolvem o projeto. Desta forma, a obra estará em consonância com as expectativas da comunidade.
Este é apenas um exemplo de como esta aclamada participação pode dessacralizar as decisões políticas e técnicas. Quando os principais interessados - aqueles que vivenciam diariamente os problemas de cada local - participam diretamente destas decisões, o sucesso da administração pública deixa de ser medido em toneladas de concreto para ter como termômetro o efetivo bem-estar dos cidadãos e cidadãs.

Políticos descartáveis...

Políticos descartáveis

Um ex-secretário de Estado dos EUA é o autor da famosa frase sobre o ditador Anastácio Somoza: “It’s a sun of a bitch, but it’s our son of a bitch”. No Brasil, Severino é o "Somoza" da burguesia que o elegeu. Agora que não serve mais, querem o cargo de volta.

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".
A burguesia não tem partido, já nos ensinava Gramsci. Usa os partidos e os políticos, conforme lhe interessem em cada momento político, afim de garantir a reprodução da sua lógica de maximização dos lucros e de hegemonia dos seus valores na sociedade. Da mesma forma que o império se vale de quem cumpra com os seus desígnios. O ex-secretário de Estado norte-americano Foster Dulles, no governo Eisenhower, é o autor da famosa frase sobre o ditador Anastácio Somoza: “It’s a sun of a bitch, but it’s our son of a bitch”.
A burguesia brasileira se valeu de uma malta de aventureiros e corruptos, conforme lhe foram funcionais para derrotar a esquerda e garantir a continuidade do poder. Foi assim com Jânio Quadros, para derrotar o nacionalista general Henrique Lott. Foi assim com a ditadura militar, para derrotar a esquerda. Foi assim com Collor, para derrota a esquerda. Foi assim com Severino Cavalcanti, para impor derrota ao governo Lula.
Depois, passada a circunstância, quando já não tem mais utilidade ou caso se torne um aliado incomodo, a burguesia se desfaz dos bonecos que criou e inflou, jogando-os no lixo, até mesmo tratando de demonstrar que não tinha nada com isso, como se tivessem sido invenções da natureza ou do acaso. Foi assim com Jânio, com a ditadura militar, com Collor, e agora com Severino.
Este foi um candidato articulado pelos tucanos, com FHC na cabeça. Um Pigmaleão do mal, lançado, apoiado e votado pelos tucanos – a começar por esse ex-comunista, Alberto Goldman, que agora finge que não tem nada a ver com esse engendro. Os tucanos colocaram um vice de confiança deles, do PFL, e diziam abertamente que seria o poder atrás do trono e, caso chegasse a hora, assumiria no lugar de Severino. Ieda Crusius, Artur Virgilio, Zulaiê Cobra – todos brindavam a vitória contra o governo, elevando Severino a presidência da Câmara de Deputados.
Agora se comportam como o tipo que foi pego roubando um “porco”, com o bicho nos ombros e que faz gesto de surpreso: “Tirem esse bicho daí.” As marcas digitais do crime apontam para os dedos dos tucanos. Se a imprensa tivesse um mínimo de decência, reconstituiria os votos que elegeram a Severino e publicaria a lista, para que a cidadania pudesse saber quem joga com a republico conforme sopra o vento.
Os mesmos mentores das denúncias contra a corrupção, aqueles que privatizaram o patrimônio publico a preço de banana, os mesmos que querem retornar ao poder para dar continuidade a esse processo, privatizando a Petrobras, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, a Caixa Econômica Federal, cumprindo o compromisso que assumiram com o FMI, quando quebraram o país pela terceira vez em seu governo, são os que geraram o monstro de Severino Cavalcanti e agora querem jogá-lo na lata do lixo, de onde o tiraram, porque já lhes serviu e agora se torna aliado incômodo.
Severino sempre foi conhecido como corrupto. Mas era “their son of a bitch”, o corrupto – um dos tantos – de plantão no PSDB. Não serve mais e deve ser descartado. Outros aventureiros se candidatam a terem seus 15 minutos de glória. Como dizia o cartaz no casamento do filho de César Maia: “Não procriem”. É necessário castrar os tucanos, antes que povoem de novo o poder de Severinos.

15 setembro 2005

ADEUS ÀS ARMAS...

ADEUS ÀS ARMAS
Júlio Cesar Montenegro

Vamos votar pró ou contra ter armas. Por conta disso cada vez mais vamos ler/ouvir histórias, nem sempre inventadas, que serão escolhidas conforme o contador delas queira atacar ou defender o desarmamento. Um pai desesperado vendo a filha ser estrupada em casa pelo assaltante, pedindo inultilmente socorro aos vizinhos desarmados. Outro pai que tinha arma em casa e morreu por causa do filho criança ter encontrado e brincado com o artefato.
Aqui quero partir de uma constatação: mesmo sendo racionais às vezes, nunca deixamos de ser animais. Como tais, instintivamente, estamos sempre prontos a lutar pela sobrevivência, tanto a nossa em particular como da espécie humana em geral.
Quem convive com animais irracionais pode observar essas lutas, principalmente entre machos da mesma espécie. São refregas em que geralmente os contendores usam o barulho (berros, uivos, latidos) e o aumento de volume do corpo (gatos eriçam os pelos, galos as penas) para intimidar o oponente. Quase sempre a briga termina quando um dos dois se afasta, cede o lugar.
Quando usávamos apenas nossos grunhidos, músculos, unhas e dentes, devíamos proceder de maneira parecida. Mas nossos antepassados foram aprendendo a usar paus e pedras; descobriram como manter o fogo. E as brigas foram esquentando e permitindo que o mais fraco fisicamente não só afastasse como matasse o mais forte desarmado.
Nietzsche, em Crepúsculo dos Ídolos, filosofa assim: A luta pela vida termina sempre "ao contrário do que a escola de Darwin deseja, do que, talvez, seria lícito desejar com ela: ou seja, em desfavor dos fortes, dos privilegiados, das exceções felizes. As espécies não crescem em perfeição: os fracos se tornam sempre senhores de novo sobre os fortes - é que são em grande número e são sempre mais espertos... Darwin esqueceu o espírito (- isto é bem inglês!), os fracos têm mais espírito... É preciso necessitar de espírito para adquirir espírito - perde-o quem não necessita mais dele. Quem tem a força desembaraça-se do espírito".
Indo nessa linha, podemos imaginar os fisicamente mais fracos inventando as armas. E logo percebendo que elas podiam ser tomadas e usadas contra eles pelos mais fortes. Aplicando cada vez mais a experiência da inteligência, com uma ambição crescente, foram tentando criar novas proteções contra os adversários mais fortes: guardas pessoais, exércitos, polícias, crenças, religiões, justiças, regras, leis e armas cada vez mais letais.
E nessa caminhada a defesa logo foi substituida pelo ataque, "a melhor defesa", e a tentativa de domínio sem contestação. Atualmente estamos na situação em que um grupo de velhos fracos poderosos domina, com o artifício de mandamentos religiosos e leis democráticas que são os primeiros a burlar, um país que tem forças armadas com bombas pós-atômicas capazes de destruir não só quaisquer inimigos terroristas como a nossa bela mãe Terra.
Mas o espírito que nos levou a essa situação também nos leva a contestá-la. Uma ampla, talvez a maior, quantidade de humanos já percebeu que esse poder que as armas permitem concentrar não tem resolvido os problemas da maioria. Ao contrário só tem aumentado as possibilidades de humilhação, de exploração, de destruição. Como diría Lênin: O que fazer?

14 setembro 2005

Acabaram as Férias...

Uma carta pública de Michael Moore para George W. Bush

As férias acabaram...

Sexta-feira, 2 de setembro de 2005


Prezado Sr. Bush:

Você tem alguma idéia de onde estão todos os nossos helicópteros? É o quinto dia do Furacão Katrina e milhares continuam ilhados em New Orleans a espera de resgate. Pra que lugar deste planeta você conseguiu extraviar todos os nossos helicópteros militares? Você precisa de ajuda para achá-los? Uma vez, perdi meu carro num estacionamento da Sears. Cara, foi um saco.

Outra coisa. Você tem alguma idéia de onde estariam todos os nossos soldados da guarda nacional? Nós realmente poderíamos contar com a ajuda deles agora para fazer o tipo de coisa para a qual se alistaram, como ajudar em situações de catástrofes nacionais. Por que é que eles não estavam lá quando tudo começou?

Na quinta passada, eu estava no sul da Flórida. Depois de alguns instantes, o olho do Furacão Katrina passou sobre a minha cabeça. Só era um furacão de categoria 1, mas já estava bem feio. Onze pessoas morreram e até hoje havia casas sem energia elétrica. Naquela noite, o meteorologista disse que a tempestade estava a caminho de New Orleans. Isso foi na quinta-feira! Alguém te falou alguma coisa? Eu sei que você não queria interromper as suas férias e eu sei o quanto você não gosta de receber más notícias. Ainda mais porque você tinha que comparecer a eventos e havia mães de soldados mortos para ignorar. Você sem dúvida ensinou algo a elas!

O que mais admiro no seu comportamento diante da situação é como no dia após o furacão, em vez de voar para Louisiana, você voou para San Diego para se divertir com os seus amigos empresários. Não deixe que as pessoas te critiquem por isso – afinal, o furacão já tinha passado e que diabos você poderia fazer, colocar o seu dedo no dique?

E não dê ouvidos nos próximos dias, àqueles que vão tornar público como você reduziu o orçamento do Batalhão de Engenharia do Exército de New Orleans neste verão pelo terceiro ano consecutivo. Simplesmente diga a eles que mesmo que você não tivesse cortado o dinheiro para consertar aqueles diques, não haveria nenhum engenheiro do exército para fazer o serviço. Você tinha um trabalho de construção muito mais importante para eles – CONSTRUIR A DEMOCRACIA NO IRAQUE!

No terceiro dia, quando você finalmente deixou a sua casa de campo, tenho que dizer que fiquei comovido por ter feito o seu piloto do Air Force One descer das nuvens enquanto voava sobre New Orleans para que você pudesse dar uma olhadinha na catástrofe. Epa, eu sei que você não poderia parar e pegar um alto-falante e ficar em pé sobre alguns destroços e agir como um comandante supremo. Você já esteve lá e já fez isso. Algumas pessoas tentarão usar essa tragédia como uma arma política contra você. Simplesmente faça com que o seu pessoal não responda a nada. Principalmente àqueles cientistas enfadonhos que avisaram que isso aconteceria porque a água no Golfo do México está ficando cada vez mais quente, tornando uma tempestade como essa inevitável. Ignore todas as suas historinhas de aquecimento global. Não há nada de diferente em um furacão que foi tão amplo que seria como ter um tornado F-4 que se estendesse de Nova York a Cleveland.

Sr. Bush, fique tranqüilo. Não é culpa sua o fato de 30% da população de New Orleans viver na pobreza ou de dezenas de milhares não terem transporte para sair da cidade. Cara, eles são pretos! Quero dizer, não é como se isso tivesse acontecido com Kennebunkport. Você consegue imaginar deixar brancos nos telhados de suas casas por cinco dias? Não me faça rir! Raça não tem nada – NADA – a ver com isso! Continue firme e forte, Sr. Bush. Só tente encontrar alguns dos nossos helicópteros militares e mande-os pra lá. Finja que o povo de New Orleans e da Costa do Golfo estão próximos de Tikrit.

Michael Moore

P.S. Aquela mãe irritante, Cindy Sheehan, não está mais no seu rancho. Ela e mais um monte de outros parentes de soldados que morreram na Guerra no Iraque estão agora atravessando o país, parando em várias cidades durante a viagem. Talvez você consiga encontrar com eles antes que eles cheguem a Washington D.C. no dia 21 de setembro.

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HUMOR...

Mandamentos do "Trabalho" (em Brasília...).

  1. A gente nasce e vive para descançar.
  2. Ama a tua cama como a ti mesmo.
  3. Descança de dia para dormir de noite.
  4. Se vires quem descança, ajuda-o.
  5. Trabalhar cança.
  6. Não faças hoje aquilo que podes fazer amanhã.
  7. Faze o menos que puderes e aquilo que deves fazer, manda outros fazerem.
  8. De descançar demais ninguém morreu.
  9. Quando vier a vontade de trabalhar, senta, espera que passará.
  10. Se o trabalho é saúde, viva a doença.

Seleção de Frei Gentil Avelino Titton
Petrópolis / RJ